Telnet Protocolo de Terminal


TELNET (Protocolo de Terminal Virtual) é o protocolo Internet para estabelecer a conexão entre computadores. Através dessa conexão remota, pode-se executar programas e comandos em outra máquina,como se o teclado de seu computador estivesse ligado diretamente a ela.
O visual de uma conexão via Telnet é semelhante ao que se tem em BBS’s de interface Dos, e a operação do computador remoto se dá da mesma forma, ou seja, através de uma linha de comandos Unix ou a partir de um menu de comandos disponíveis que sempre se apresenta em algum lugar da tela (esta última forma é a mais comum em servidores que permitem acesso público).
O Telnet pode ser usado para a pesquisa de informações e transferência de arquivos – tudo depende do que ocomputador ao qual você está conectado permitir que você faça. Ele também é muito usado por operadores de sistemas (Sysop’s) a fim de fazer algum tipo de manutenção (se você pensa que o Sysop de seu provedor sai de casa toda vez que tem algum problema nos servidores, está muito enganado; muitas vezes ele faz amanutenção de casa mesmo, via Telnet).

Conectando-se via Telnet
Os passos que apresentamos aqui são para o programa que acompanha o windows 95, mas servem perfeitamente para outros programas, com algumas variações, que você pode perceber e contornar. Se você tem algum dos programas listados ao lado, leia isto primeiro e depois passe para a página específica desse programa.
Inicie o programa Telnet.exe ou outro utilitário para esse fim. Clique no menu “Conecta” (connect), selecione”Sistema Remoto” (remote system) e digite na caixa “Nome do Host” (Host Name) o endereço ao qual você quer se conectar (ex.: spacelink.msfc.nasa.gov).
Nas caixas “Porta” (port) e “Tipo do Terminal” (terminal type) selecione “telnet” e “vt100″, respectivamente(isso não é um padrão, mas é usual; pode ser que em alguns lugares você tenha que mudar essa configuração). Feito isto, clique no botão “Conectar” (Connect). Isto iniciará a conexão com o computador remoto.
Freqüentemente, ao se completar a conexão, o sistema remoto pede uma senha. No nosso exemplo, digite”guest” e aperte enter (lembre-se, você está operando um sistema de interface parecida com o DOS – na verdade e’ Unix – esqueça o mouse e use o teclado). Isto abrirá as portas do computador remoto para você.
Na tela surge uma série de opções, precedidas de um número ou letra. Para executar um desses comandos,digite esse número ou letra e aperte enter (os usuários da época pré-windows não terão a menor dificuldade com isso).
Explore o sistema ao qual você se conectou para exercitar. Quando quiser terminar a conexão, volte ao menu”Conecta” e selecione “Desconectar”.
Abaixo temos alguns endereços onde você pode fazer uma conexão via Telnet :
netfind.if.usp.br Busca mundial de usuários na Internet. Digite netfind ao estabelecer a conexão.
ned.ipac.caltech.edu Banco de dados Extragalático da NASA/IPAC. Digite ned na conexão.
spacelink.msfc.nasa.gov Banco de dados da NASA. Digite guest ao se conectar.
stis.nsf.gov Informações científicas e tecnológicas. Digite public na conexão.
aleph.pucrs.br (*) PUC – Pontifícia Universidade Católica. Porto Alegre, RS.
Acesso a banco de dados bibliográficos. (*) username “guest”.
asterix.ufrgs.br (*) UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto
Alegre, RS. Acesso a banco de dados bibliográficos. (*) username “sabibib”,
password “bib1993″.
bee08.uspnet.usp.br (*) USP/CCE – Universidade de São Paulo. Centro de
Computação Eletrônica. São Paulo, SP. Acesso a banco de dados bibliográficos.
(*) username “dedalus”.
brmc.bireme.br (*) BIREME – Biblioteca de Resenha Medica. São Paulo, SP. Acessoa banco de dados na área de saúde. (*) username “bireme”. (É necessário cadastrar-se, envie mensagem para online@bireme.br”).
ccibm.unicamp.br (*) UNICAMP/CC – Universidade de Campinas. Centro de Computação. Campinas, SP. Acesso a banco de dados bibliográficos. (*) application CICSP.
ccvax.unicamp.br (*) UNICAMP/CC – Universidade de Campinas. Centro de Computação. Campinas, SP. Acesso a vários serviços. (*) username “infocamp”.
cnen.lncc.br (*) LNCC – Laboratório Nacional de Computação Cientifica. Rio de Janeiro, RJ. Acesso ao Centro de Informações Nucleares. (*) username “cin”.
gopher.if.usp.br (*) USP/IF – Universidade de São Paulo. Instituto de Fisica. São Paulo, SP. Cliente GOPHER. (*) username “gopher”.
gopher.rnp.br (*) RNP – Rede Nacional de Pesquisa. Rio de Janeiro, RJ. Cliente GOPHER. (*) username “gopher”. TERM = (vt100)
gopher.ufsm.br UFSM – Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS. Cliente GOPHER. (*) username “gopher”.
manager@bdt.ftpt.br (*) FTPT – Fundação Tropical de Pesquisas e Tecnologia André Tosello. Base de Dados Tropical. Campinas, SP. (*) envie mensagem solicitando username.
rnpdf2.cnpq.br (*) CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico. Brasília, DF. (*) username”info”. TERM = (vt100)
www.cr-sp.rnp.br (*) RNP – Rede Nacional de Pesquisa. São Paulo, SP. Cliente WWW. (*) username “www”.
www.if.usp.br (*) USP/IF – Universidade de São Paulo. Instituto de Fisica. São Paulo, SP. Cliente WWW. (*) username “www”.
Comandos básicos de Unix
A maioria dos servidores não permite acesso público via Telnet, porque essa é a principal porta de entrada de Hackers. Nestes servidores não se encontra menus que facilitam a navegação pelo site ou operações de qualquer tipo, o que leva a necessidade de se conhecer alguns comandos de Unix. Se você é Webmaster, muitas vezes vai ter acesso a provedores de presença, via FTP e, em alguns casos, Telnet, para efetuar algumas operações que o FTP não permite.
Segue abaixo uma pequena lista de comandos que lhe serão muito úteis neste caso:

ls -l lista os arquivos de um diretório
ls -al lista todos os arquivos de um diretório, mesmo os Hidden
cp x y – copia o arquivo do diretório x para o diretório y (o caminho de diretório
deve ser colocado por inteiro)
mv x y – move o arquivo do diretório x para o diretório y (o caminho de diretório
deve ser colocado por inteiro)
rm x – deleta o arquivo x
cd xxx – muda o diretório ativo para xxx
cd .. muda o diretório ativo para o que está acima’ do atual
mkdir xxx – cria o diretório xxx dentro do diretório atual
rm xxx – remove o diretório xxx